Painel do Mundo
Por Ary Peter (09/08/2026)
A odisseia dos pais botonistas

Caros leitores, vamos a mais uma épica edição dessa coluna “trimestária”
Devido a isso, falemos de uma epopeia.
Peço atenção para essa obra nada literária
Aproveitando a onda do filme Odisseia
Se na obra de Homero, Odisseu leva uma década para voltar
No futebol de mesa, o papai jogador precisa sempre se ausentar
Muito treino, reunião e a competição salutar
O botonista nem sempre traz um troféu pra mostar
Mas a vitória é inconteste
Não uma memorável feito em Troia
Perder na mesa pode não ser uma visão celeste
Mas rever os amigos e jogar com alegria é fazer história
Deixamos em nossos lares nossas Penélopes
E também os muitos Telêmacos
Mas para eles somos uns ciclopes
E suas alegrias ao retornamos o maior dos fármacos
O mundo encantado do futebol de mesa
Nenhum grego jamais conseguiria descrever
Nossos cânones nos dão essa certeza
Somos os Rapsodos desse alvorecer
Se os Lusíadas, a Eneida ou Ulysses sofreram influência da Odisseia
O futebol de mesa foi influenciado pelo futebol de campo
Imitarmos o barulho do gol é a mais linda onomatopeia
Os papais jogadores utilizam todo seu hipocampo
Dadinho, 1, 3 ou 12 toques são enormes, não caberiam no filme de Nolan, o escritor/diretor
Matt Damon não chega aos pés de Quinho
Uma jogada de Brayner é melhor que roliúde toda meu sinhô
O tal do Pattinson perto dos gols de Franklin ou Aldemar fica pequenininho
Não sei tudo o que aconteceu em Ítaca
Conheço melhor a realidade dos botonistas genitores/jogadores
As mesas de botão e sua frequência cardíaca
Uma final de competição é coisa que enlouquece os progenitores
Jogar nosso esporte é suprema poesia
Não feito esse cordel, sem rumo e sem prosa
Nos afastamos de nossos lares temporariamente em busca de nossa fantasia
Mas podemos explicar para nossos familiares com um sorriso e uma glosa
O filme do momento tem três horas de duração
Quase o tempo de uma etapa
Se eu passar para as fases finais me dá logo uma suspiração
Me sinto o pai mais importante, quase um Papa
Espero que tenham gostado dessa jornada
Para todos os papais parabéns pelo seu dia
Que todos tenham uma vida abençoada
Em todas as mesas que reine a paz e a harmonia
Quanto a mim, tenho dois filhos, um casal arretado
Treino pouco e perco sempre; chega dá uma colossal agonia
Não faço gol nem com o goleiro do adversário deitado
De todos os pais jogadores dessa e de todas as Odisséias, serei sempre a maior alegria.
Biblioteca de "Botão com cordel"
Reler publicações anteriores de Ary Peter
Formado em administração de empresas, também mestre e doutor em administração, Ary Peter nasceu na capital pernambucana em 13/06/1970, em plena campanha do tricampeonato mundial do Brasil no México. Joga as modalidades de Dadinho (a preferida entre as regras federadas), 12 toques e 1 toque, além de vidrilha e leva leva. Mora hoje em Natal onde joga pela Magic Academia de Futebol de Mesa. Está escrevendo um livro sobre Futebol de mesa / botão a partir da ótica do botonista..
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arypeter@mundobotonista.com.br







































