Painel do Mundo

o blog do
MUNDO BOTONISTA

  Por Julio Simi Neto (30/10/2026)

Steven Spielberg

Caros amigos e fiéis leitores do “Muito Além das Mesas”, digo que “Diretores” volta a ser o destaque neste mês de outubro e, para quem acompanha minha coluna no portal há um bom tempo, o homenageado será o premiado diretor Steven Allan Spielberg.

Spielberg, hoje com 79 anos de idade — e fará 80 no final de 2026 —, é um norte-americano que nasceu em 1946 na cidade de Cincinnati, no Estado de Ohio. Ele viveu em meio a uma família judia, em que os problemas financeiros passaram longe. O seu lado artístico já estava em casa, pois sua mãe foi uma restauradora de obras de arte, além de ser também pianista clássica de concertos. O seu pai foi um engenheiro eletricista que trabalhou no desenvolvimento dos primeiros computadores.

Spielberg é o mais velho de três irmãs e já mostrava que o cinema nasceu com ele, pois, desde garoto, as usava como cobaias em filmes caseiros. Na escola, Spielberg não foi um aluno aplicado, mas, aos 13 anos, já possuía competência para filmar, tanto que ganhou um concurso de curtas para novatos com “Fuga para o Inferno” e, aos 16 anos, fez seu primeiro filme em Super 8, intitulado “Firelight”.

Já morando na Califórnia, Spielberg não conseguiu vaga na faculdade de cinema, por isso foi cursar produção, obtendo seu bacharelado, e logo voltou para a faculdade de cinema, onde se formou. Começa então a se destacar na direção quando, em 1968, surpreendeu num curta de nome “Amblin”, que foi exibido em Atlanta. Depois ele foi até a Itália, apresentou esse filme no festival de Veneza e acabou sendo premiado.

Devido a essa premiação e seu talento, Spielberg assina um contrato com a Universal Studios e aí começa, aos 25 anos, a dirigir um incrível filme feito para a TV, intitulado “Duel” (1971). Esse longa foi tão impactante, ao mostrar a obsessiva perseguição de um sinistro caminhão contra um carro conduzido por um solitário vendedor, interpretado pelo ator Dennis Weaver (1924 – 2006). O sucesso foi tanto que o fez ser adaptado para o cinema e, aqui no Brasil, o filme chegou com o título de “Encurralado”.

E assim inicia a sua jornada com a direção de alguns capítulos da famosa série para a TV chamada “Columbo”. Na sequência, Spielberg dirige um filme polêmico intitulado “Louca Escapada” (1974), aprovado pela crítica, mas nem tanto pelo público. Então, Spielberg muda seu foco e aposta que os computadores farão parte da revolução nos efeitos especiais das futuras filmagens. Foi assim com “Tubarão” (1975), baseado no livro de Peter Benchley. Esse filme ainda é considerado um dos maiores sucessos de público e bilheteria. Porém, não demorou a surgir seu primeiro fracasso na direção da comédia; “1941 – Uma Guerra Muito Louca” (1979).

Spielberg se recupera e, com ousadia, tem como preferência nos seus roteiros a ficção com alienígenas e aventuras. Então, vêm os clássicos, como: “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) e “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981). Foi aí que ele consolidou o ator Harrison Ford, sendo que anos depois houve mais três filmes sob sua direção com as aventuras do personagem Indiana Jones (Ford). Na mesma época, temos outro sucesso com “ET o Extraterrestre” (1982).

Durante a década dos anos 80, Spielberg muda seu gênero e passa a dirigir dramas. Vieram então filmes que também foram marcantes, como: “A Cor Púrpura” (1985), “O Império do Sol” (1987) e “Além da Eternidade” (1989). No auge de sua carreira, ele foi buscar, no início dos anos 90, o público infantil ao dirigir “Hook – A Volta do Capitão Gancho” (1991), que não rendeu o que se esperava, sendo o filme um enorme fracasso.

O consagrado diretor não se abalou, deu a volta por cima e sacou do seu bolso aquilo que até hoje supera muitos filmes de ficção com recorde de bilheteria. Foi assim no fenômeno mundial do seu “Jurassic Park” (1993), e mais tarde com “O Mundo Perdido – Jurassic Park” (1997). Em meio à ficção dos seus dinossauros, Spielberg queria e conseguiu dirigir um drama real ocorrido na Segunda Guerra, intitulado “A Lista de Schindler” (1993), o que fez ele finalmente levar seu primeiro Oscar de “Melhor Filme” e “Melhor Diretor”. Os sucessos continuaram, vieram com a história real no ótimo “Amistad” (1997), somado ao incrível “O Resgate do Soldado Ryan” (1998). Neste filme, ele leva seu segundo Oscar de “Melhor Diretor”.

No século XXI, a ficção volta para Spielberg ao dirigir “AI – Inteligência Artificial” (2001) e “Minority Report” (2002). Depois surgiram filmes inspirados em fatos reais, como: “Prenda-me se for capaz” (2002) e “O Terminal” (2004). Novamente a ficção retorna com “Guerra dos Mundos” (2005), baseado no genial livro de H.G. Wells. Em seu incansável trabalho, Spielberg dirigiu um filme polêmico que foi inspirado nas Olimpíadas de Munique em 1972, no ataque terrorista aos atletas israelenses, no filme “Munique” (2005). Seguindo sua filmografia na direção, tivemos também: “As Aventuras de Tim-Tim” (2008), “Lincoln” (2012), “A Ponte dos Espiões” (2015), “Ready Player One” (2018), “Amor, Sublime Amor” (2021), “Os Fabelmans” (2022) e, por fim, “Dia D” (2026).

Em seu incansável trabalho, Spielberg dirigiu um filme polêmico que foi inspirado nas Olimpíadas de Munique em 1972, no ataque terrorista aos atletas israelenses, no filme “Munique” (2005). Seguindo sua filmografia na direção, tivemos também: “As Aventuras de Tim-Tim” (2008), “Lincoln” (2012), “A Ponte dos Espiões” (2015), “Ready Player One” (2018), “Amor, Sublime Amor” (2021), “Os Fabelmans” (2022) e, por fim, “Dia D” (2026).

Na vida pessoal, Spielberg se casou duas vezes. Sua primeira esposa foi Amy Irving (1985 a 1989); a segunda e atual esposa é Kate Capshaw (desde 1991). Desses dois relacionamentos, Spielberg teve seis filhos, sendo: Sasha Spielberg, Theo Spielberg, Mikaela George Spielberg, Max Spielberg, Destry Allyn Spielberg e, finalizando, Sawyer Avery Spielberg. 

Enfim, se não escapou nada dessa extensa filmografia, eis os filmes com a excelente direção de Steven Spielberg, somada à conquista de vários prêmios, como o Oscar e suas indicações.

 É isso aí. Se gostou da lista de filmes desse diretor, o qual eu acredito que você já tenha conferido quase todos, digo mesmo assim que assista tudo de novo. Vale a pena!

Biblioteca de "Muito Além das Mesas"
Reler publicações anteriores de Julio Simi Neto.

Formado em comunicação social na faculdade Cásper Libero, talentoso escritor de obras ficcionais (duas das quais já publicadas) e cinéfilo desde garoto, Julio Simi Neto, mais conhecido como Julinho, é nascido em São Paulo no ano de 1956 e, como todos os botonistas, pratica o jogo de botão desde pequeno, época em que vivia na Vila do Matarazzo no bairro do Belenzinho. Foi um dos fundadores da "Villa Botão", uma das mais famosas garagens do futmesa paulista que perdurou de 2002 a 2008. Foi nesta época que Simi idealizou o "Vai Pro Gol", um dos primeiros veículos de comunicação via Internet - uma espécie de boletim semanal que, apesar de focar no futebol de mesa, incluía curiosidades e dicas culturais.
....................................
simi@mundobotonista.com.br
(011) 99987-8225
Posts anteriores 
Por Mario D'Amore • 29 de outubro de 2026
Meu mundo e nada mais
Por Ary Peter • 25 de outubro de 2026
Botão com cordel
Por Carlos Claudio Castro • 23 de outubro de 2026
Dr. Regras
Por Eduardo Lezcano • 21 de outubro de 2026
De toque em toque
Mostrar mais