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MUNDO BOTONISTA
Doze giros

Por Erismar Gomes (16/10/2026)

Temos um problema

Olá, caros amigos leitores desta coluna. Pelo título, já perceberam que não se trata de um assunto agradável, afinal ninguém quer abordar um problema. Mas sim, é preciso falar. Estamos há algum tempo jogando o problema para debaixo do tapete, fingindo que ele não existe, postergando, deixando para lá ou qualquer outra definição que queiram dar. É, justamente por isso que o problema cresceu e muito pela nossa omissão. Esta coluna, que tem o nome de 12 giros, inspirada justamente nos 12 toques, não podia deixar de mencioná-lo. Estou me referindo à cera — tempo excessivo — na arrumação de goleiro e, principalmente, no chute ao gol.

Botonistas de vários níveis técnicos, dos mais habilidosos detentores de títulos aos que ainda estão em evolução, utilizam vários argumentos para este absurdo. Sim, o qualifico de absurdo, pois esse é o nome, sem tirar nem pôr Por acaso não é absurdo não se cumprir a regra do jogo ao praticar o esporte? Desculpas como: "eu jogo devagar", "a regra está errada", "não dá pra ter um chute competitivo neste tempo". Todos são argumentos e justificativas sem fundamento pois, o que é a regra senão a lei que rege o nosso esporte?

Portanto, essas desculpas relacionadas, além de outras tantas, não têm fundamento algum. O botonista tem que cumprir a regra, simples assim, aliás, como em todo e qualquer esporte. Chegamos ao disparate de ter uma representação contra um botonista que exigiu o cumprimento da regra, com a alegação de que ele não tinha como saber que o adversário ultrapassou os cinco segundos e que isso era constrangimento, catimba, etc. Sejamos francos, qualquer um sabe muito bem o que são cinco segundos. Vejam bem, o botonista que leva 20 segundos para chutar, sem contar o tempo que este também demora para arrumar o goleiro, com três chutes ao gol deste simplesmente representa minuto a menos de jogo. Isso é razoável?

Claro que não, e isso tem que ser equacionado o quanto antes. Já estão sendo criadas situações desagradáveis, com discussões acaloradas em competições diversas, e o quadro não pode continuar assim. Sair de um jogo tendo a certeza que foi prejudicado porque o adversário simplesmente não cumpre a regra é extremamente desagradável, se considerarmos que em nosso esporte somos movidos pelo prazer de jogar e deixar nossas famílias às vezes por quatro, cinco dias, na disputa de um Campeonato Brasileiro, por exemplo. Temos um problema sim, e dos grandes. É hora de buscar uma solução.

Biblioteca de "Doze Giros"

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O corretor de seguros Erismar Ferreira Gomes, é paulista, torcedor do Santos F.C. um apaixonado pelo futebol de mesa e no video-game. No botonismo tem um rastro indelével tanto no espectro da gestão (tendo sido diretor de departamentos em clubes importantes como Corinthians e Maria Zélia) e presidente da Federação Paulista; quanto na qualidade de atleta - onde ostenta inúmeros títulos, incluindo um bicampeonato Brasileiro por equipes e o título Brasileiro individual em 2005 (ambos na categoria másters). Erismar é uma testemunha privilegiada da história e evolução da regra 12 toques pois não apenas a viu nascer mas participou ativamente da sua história. 

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erismar@mundobotonista.com.br

(011) 99653-1317

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