Painel do Mundo
Por Alysson Cardinali (20/08/2026)
Regra Dadinho
São Cristóvão faz história em Curitiba
Com uma campanha inquestionável, os Cadetes conquistam o Campeonato Brasileiro Interclubes 2026 da regra Dadinho em uma das decisões mais disputadas da história.

A consagração de um projeto – criado há apenas três anos – baseado na seriedade, no trabalho, na dedicação e no amor ao esporte. Após sete vitórias e apenas um revés na Série Ouro (ao todo foram 15 triunfos, cinco empates e uma derrota), o São Cristóvão fez história e escreveu seu nome na seleta lista de campeões do Brasileiro Interclubes de futebol de mesa (regra dadinho 9 x 3). O inédito título dos Cadetes ainda manteve a hegemonia das agremiações cariocas, que foram à luta durante a 16ª edição da competição, disputada por 27 equipes de oito estados do país, nos dias 15 e 16 de agosto, no ginásio poliesportivo da Praça Oswaldo Cruz, no Centro de Curitiba.
Capitaneado por Bruno Santos e Papito, o clube de Figueira de Melo celebrou seu feito mais importante (até agora) após vitória sobre o Desterro (SC), por 3 a 0, na derradeira rodada da Série Ouro. Com o talento dos craques Colla, Gatto, Proença, Allan Santos e Antonio Renato, o São Cristóvão mostrou sua força e levou a melhor em um duelo particular com o Flamengo A e o próprio Desterro (SC) pela taça de campeão. Ao término dos duelos finais, o Desterro terminou na quarta colocação, após ser ultrapassado pelo Rubro-Negro, que ficou com o vice-campeonato ao bater o River A. O Fluminense ainda buscou a terceira colocação, após derrotar o America.

“Pouquíssimas pessoas acreditavam que a gente poderia chegar lá. E eu era uma dessas pouquíssimas pessoas. Eu sempre acreditei na nossa força. Quando montamos esse elenco, no final do ano passado, prometi ao meu pai (Papito) que seríamos competitivos, em condições de fazer uma grande campanha no Brasileiro. Ao longo de oito meses, a gente trabalhou a equipe, atleta por atleta, a cabeça de um, a técnica de outro, o comprometimento de todos, e conseguimos alcançar nosso objetivo de elevar o nome do São Cristóvão ao lugar mais alto do Brasil. Essa é uma sensação indescritível, muito louca. "Difícil descrevê-la em palavras", frisou Bruno Santos, emocionado, durante a celebração do título inédito e histórico.
A classificação geral:
| Class. | Equipe | Pontos | Jogos | Vitórias | Empates | Derrotas |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1º | São Cristóvão (RJ) | 50 | 21 | 15 | 5 | 1 |
| 2º | Flamengo A (RJ) | 45 | 21 | 14 | 3 | 4 |
| 3º | Fluminense (RJ) | 54 | 21 | 17 | 3 | 1 |
| 4º | Desterro (SC) | 35 | 21 | 11 | 2 | 8 |
| 5º | Vasco A (RJ) | 33 | 21 | 9 | 6 | 6 |
| 6º | River A (RJ) | 39 | 21 | 11 | 6 | 4 |
| 7º | America (RJ) | 39 | 21 | 12 | 3 | 6 |
| 8º | AABB BQ (DF) | 23 | 21 | 6 | 5 | 10 |
| 9º | Liga Fonte (RJ) | 28 | 20 | 9 | 1 | 10 |
| 10º | Eldorado (MG) | 37 | 19 | 11 | 4 | 4 |
| 11º | ASSEFE A (DF) | 25 | 20 | 7 | 4 | 9 |
| 12º | Flamengo B (RJ) | 26 | 20 | 8 | 2 | 10 |
| 13º | CSSEX (PR) | 26 | 20 | 7 | 5 | 8 |
| 14º | LAFUME (RJ) | 20 | 20 | 5 | 5 | 10 |
| 15º | Vasco B (RJ) | 28 | 20 | 8 | 4 | 8 |
| 16º | Gama (DF) | 16 | 19 | 5 | 1 | 13 |
| 17º | River B (RJ) | 36 | 19 | 11 | 3 | 5 |
| 18º | CEPE (SP) | 22 | 18 | 6 | 4 | 8 |
| 19º | Poseidon (SC) | 22 | 18 | 6 | 4 | 8 |
| 20º | Olympic (MG) | 30 | 19 | 9 | 3 | 7 |
| 21º | Bangu (PR) | 22 | 19 | 6 | 4 | 9 |
| 22º | Ricetti (PR) | 14 | 19 | 4 | 2 | 13 |
| 23º | SOBOTOMS (MS) | 23 | 18 | 7 | 2 | 9 |
| 24º | ASSEFE B (DF) | 19 | 19 | 6 | 1 | 12 |
| 25º | Internacional (RS) | 13 | 18 | 3 | 4 | 11 |
| 26º | Kamikaze (RJ) | 16 | 19 | 4 | 4 | 11 |
| 27º | Cascavel (PR) | 7 | 18 | 1 | 4 | 13 |
A taça de campeão em Figueira de Melo só ratifica a eficiência do trabalho do departamento de futebol de mesa do São Cristóvão. Com uma equipe homogênea, o conjunto Cadete fez mágica na capital paranaense rumo ao lugar mais alto no pódio. Colla foi quem mais venceu – 15 vezes, com três empates e três derrotas em 21 jogos. Proença obteve 13 vitórias, cinco empates e sofreu apenas três derrotas. Gatto e Allanzito, com 19 partidas disputadas, também foram gigantes. Gatto somou 13 triunfos, três empates e três derrotas, enquanto Allan Santos conseguiu 11 vitórias, com cinco empates e três revezes. Antônio Renato, figura importante no extra-mesa, fez quatro jogos, com duas vitórias, um empate e uma derrota.
“A gente não teve um destaque individual, mas uma coletividade. Precisamos de um elenco forte e, para isso, é necessário ter mais de um, mais de dois, mais de três atletas de ponta. A gente contou com a graça divina e os deuses ajudaram os quatro a estarem em sintonia e jogando muito bem tanto no sábado quanto no domingo. O Antônio Renato também entrou em algumas partidas muito bem, fez o seu papel, só que os quatro que ‘carregaram o piano’ tiveram performances muito semelhantes. Este foi o nosso diferencial para a conquista do título: os quatro jogaram sempre bem. Isso é fruto de muita conversa, muita dedicação e muito foco. A dedicação e o foco de cada um deles fizeram com que o todo sobressaísse e mostrasse sua força”, avalia Bruno Santos.
A Campanha do campeão:
1ª FASE:
O vice-campeão, Flamengo, Fluminense (terceiro) e Desterro-SC (quarto colocado)
2ª FASE:
3ª FASE (SÉRIE OURO):
Se o São Cristóvão mostrou a força do Dadinho carioca na Série Ouro, a Liga Fonte não fez por menos na Série Prata e foi campeã após duelo particular com o vice-campeão Eldorado (MG). O título veio com uma rodada de antecipação, após apertada vitória (2 a 1) sobre a Lafume, e sacramentou uma campanha de nove vitórias, um empate e dez derrotas – foram cinco triunfos e um revés na fase decisiva, com atuações seguras de Mello (quatro vitórias, um empate e uma derrota), Malvar (três vitórias, um empate e duas derrotas), Kaká (quatro vitórias e duas derrotas) e JH (três vitórias, dois empates e uma derrota). Guns (duas vitórias, um empate e quatro derrotas) e George (uma vitória e quatro derrotas) atuaram nas fases iniciais da competição. Assef A e Flamengo B completaram o pódio.
Já nas Séries Bronze e Extra, os campeões foram Gama (DF) e Ricetti (PR). Na Série Bronze, a formação do Distrito Federal mostrou força para superar o carioca River B, vice-campeão, enquanto CEPE (SP) e Poseidon (SC) completaram o pódio. Na Extra, o Ricetti contou com o talento de Karin – única mulher a marcar presença na competição – e do garoto Yan, de apenas 11 anos de idade, para ficar com o título. Sobotons (MS), Assefe B (DF) e Internacional (RS) completaram o concorrido pódio. Ano que vem, em São Paulo, tem mais. Resta saber se as agremiações do Rio de Janeiro vão seguir sem dar chance aos rivais na 17ª edição do campeonato ou se alguma formação de outro estado soltará o grito de campeão na Terra da Garoa.
Nascido em Nova Friburgo (RJ) em 1971, mas morando há mais de 30 anos na cidade do Rio de Janeiro, o jornalista esportivo Alysson Cardinali, com passagens pelos jornais O Fluminense, Jornal dos Sports, O Dia e Expresso (Infoglobo), revistas Placar e Invicto, além do canal SporTV, é um apaixonado não só pela profissão, mas pelo futebol de botão. Praticante da regra Dadinho, Alysson é atleta filiado à Federação de Futebol de Mesa do Rio de Janeiro (Fefumerj) e, além de disputar as competições oficiais pelo Brasil, pretende divulgar o esporte e angariar cada vez mais praticantes para perpetuar o futebol de botão entre as futuras gerações.
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cardinali@mundobotonista.com.br




































































